Compositor: Juan Gabriel Torres / Pala Ancha
Abriu a cela
E olhou adiante
Viu sua liberdade
O que ansiava
O que mais sonhava
Era estar em seu lar
Deixou o violão
Dentro de sua cela
Já não queria tocar
Só queria chegar em casa
Não aguentava mais
Tomou um ônibus
Que parou na esquina
Perto da prisão
E burlando a passagem, o motorista
Lhe disse: Pode passar
E se sentou
E parecia
Que voava
E quando chegou
Nunca pensou
Não imaginava
Que ia encontrar
Seu amigo e sua amada
Em cima de sua cama
Isto é pala! Pala! Pala ancha!
Matou sua esposa
Seu amigo do coração
E começou a chorar
E caminhando
Todo ensaguentado
Voltou à prisão
Se abriu a cela
E entrou cabisbaixo
Ele não quis falar
Do ocorrido
Do que se sucedeu
Com a volta à prisão
Acendeu um cigarro
Tomou o violão
E começou a cantar
Eu a amava com todo meu coração
Agora ela não existe
E se sentou
E parecia
Que voava
E quando chegou
Nunca pensou
Não imaginava
E os matou
Nem lhes perguntou
Por quê lhe enganavam
E se entregou
Muito sozinho ficou
Já não tinha nada
E se sentou
E parecia
Que voava
E quando chegou
Nuca pensou
Não imaginava
Que estar na prisão
Esfriou a paixão
De sua amada
E se sentou
E parecia
Que voava
E quando chegou
Nuca pensou
Não imaginava
E os matou
Nem lhes perguntou
Por quê lhe enganavam
E se entregou
Sozinho ficou
Já não tinha nada